quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

poesia do morto (caderno de um jovem morto)

        A chuva

        Chove pesadamente,

        Nuvens densas e doentes,

        Máscaras,punhais e serpentes,

        Gente e demônio gente.

        Arquitetam em suas mentes,

        Mentem,pilham,destroem.

        Escorre no asfalto,

        A demência desse céu,

        Cidade-pesadelo,

        Com vidas ornamentais.

        A traição com suas ervas,

        Intolerantes e amargas,

        As mentes transtornadas,

        Sem porque e sem mais.

        Ouço um grito terrível,

        Sufocado e natimorto,

        E

        um outro envolto em quase nada,

        Na encruzilhada,o aborto.

        Um alento assassino,

        Um beijo de Judas,

        Outra mascara no chão,

        Gotejando em suas mãos.

        Chove pesadamente hoje...

        mas,o lobo se alimenta,

        se dopa,se sustenta,

        sobrevive,experimenta.

        Adeus outra paisagem...

        Outro humano,coisa banal,

        Hipocrisia,eu já não cria,

        E creio jaz,e mal.