quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

a pedra e o tijolo

        A pedra e o tijolo

        Estou dentro

        Da cidade

        Contaminando a normalidade pobre

        De seus marionetes.

        Mas, a cidade não está em mim,

        Estou isolado de sua doença social,

        Não sou gado comendo sal,

        Sou vacinado,

        Pedra angular

        Inútil ao muro

        Pronto a ser lançado

        No telhado de vidro

        Romper calado

        Num estrondo ensurdecedor

        E, repousar nos cacos,

        Sólido,

        Vingado.

        Aos poucos,

        ao tempo,

        despedaçado. . .

        Em partes inexatas,

        Igualmente caladas,

        Igualmente letais.

        Igualmente letais.