terça-feira, 3 de março de 2009

Solidãao

Sinto a solidão de Deus,

Q ecoa no infinito de tudo que há,

No universo e no reverso,

No indizível e nas palavras.

No nada, na fé, nas noites, no amanhã.

Um dia, sonhei (um sonho). . .

Eu falava, mas, ninguém entendia,

Acordei com a língua dos loucos . . .

Como pérolas aos porcos,

Como um baile de máscaras,

Como escravos de uma festa.

Acordei sozinho

Estrada vertiginosa

Sem volta,sem podium,sem chegada.

Continuei sozinho . . .

Meu leito é o desperdício do mundo,

O sem sentido, o vagabundo.

Tudo o q eu era, e achava que tinha. . .

E, o nada me sorriu eterno numa foto 3x4,

Mesmo em imagem contido,

Mesmo sem ser abstrato.

Quando indo ,paro de ir,

Não sei pra onde

Nessa sombra de cansaço,

Vejo ainda meus passos,

Infinitos,

Ao acaso,

A se perder no horizonte,

Como nós,

Ou mais de um

Q ficou lá no ontem

Na ilusão de q era algo.